domingo, 5 de abril de 2009
Domingão do Faustão
Pude observar nesse domingo, cheio de preguiça, algumas ações de marketing vendo tv.
A melhor de todas: A Garoto distribuiu ovos de Páscoa para todo o auditório (300 ovos).
Alguns foram convidados para conhecer a fábrica em Vitória. Show!
Acabei de me lembrar que em Cabo Frio e no Rio de Janeiro, em pleno verão de 2009 (todos os hotéis cheios) criaram um programação extensa para manter os turistas 1, 2, ou quem sabe uma semana mais. Resultado.... dinheiro em caixa.
Não observei nenhum outro fabricante de chocolate anunciando nessa época de grande consumo de ovos de Páscoa. Estão perdendo uma grande oportunidade
Por conta disso, nessa Páscoa vou comprar ovos de Páscoa da Garoto.
Voltando ao Faustão, claro, todos os blocos são patrocinados por alguma empresa.
Essa é uma tendência mundial.
Aquele anúncio no intervalo, cada vez fica menos caro.
Porque? Nessa hora vamos ao banheiro, beber água etc e aí, apesar da tv estar ligada, a audiência diminui muito.
Se estamos assistindo as vídeos cassetadas, por exemplo, dificilmente vamos sair da frente da telinha nesse momento... não é verdade?
A lição: o barato da vida não é o que você vê, e sim com que olhos você vê as coisas ao seu redor.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Você é intraempreendedor?
Você se considera um intraempreeendedor? Segundo a pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), muito provavelmente você NÃO é!
“O projeto Global Entrepreneurship Monitor (GEM) no Brasil com-
pletou em 2008 nove anos de edição ininterrupta, constituindo-se em um
valioso acervo de informações que revelam detalhes sobre o comporta-
mento do empreendedor brasileiro. Com dados estatísticos comparados
com mais de 60 países participantes do projeto, a pesquisa contempla in-
formações que avaliam o processo de abertura de um empreendimento e
suas características, gerando índices que revelam tendências econômicas
e sociais que podem ser determinantes para tomadas de decisões.
Panorama mundial do Empreendedorismo em 2008
O Brasil ocupou a 13ª posição no ranking mundial de empreendedo-
rismo realizado pelo Global Entrepreneurship Monitor em 2008. A Taxa de
Empreendedores em Estágio Inicial (TEA) brasileira foi de 12,02 o que sig-
nifica que de cada 100 brasileiros 12 realizavam alguma atividade empreen-
dedora até o momento da pesquisa. Essa taxa está relativamente próxima da
média histórica brasileira, que é de 12,72.” (1)
A GEM, pela primeira vez avaliou a taxa de intraempreendedorismo em 10 países, dos 43 que habitualmente realiza suas pesquisas sobre empreendedorismo.
O resultado foi surpreendente.
Antes, contudo vamos olhar um pouco essa pesquisa.




“A cada cem, meio brasileiro está entre esses caras (intraempreendedores): de uma amostra de duas mil pessoas entre 18 e 64 anos, apenas 0,55% foi classificada como intraempreendedora, contra 0,96% da média dos países. A Noruega tem a maior proporção (2,39%), seguida de Espanha, Holanda, Coréia do Sul, Chile, Brasil Uruguai, Peru, Letônia e Equador.” (2)
Uma pergunta não quer se calar: Porque o brasileiro, criativo de nascença, não consegue se transformar em um inovador e em intraempreendedor?
Será que as empresas, apesar de quererem intraempreededores, não estimulam seus colaboradores a sugerir e implementar inovações no ambiente empresarial?
Segundo Filion, na minha opinião o Papa do empreendedorismo, quanto maior a empresa, maior será a demanda de intraempreendedores.
Será que as empresas consideradas melhores para se trabalhar, aparecem no topo das brasileiras que mais estimulam o intraempreendedorismo? O SERASA, por exemplo, está em todas.
Por incrível que pareça, é a miopia empresarial de alguns empreendedores e dirigentes, o principal motivo para que potenciais inovadores (os criativos brasileiros) não sejam estimulados a se portarem como verdadeiros intraempreendedores. Infelizmente o brasileiro (empresário ou não) continua adepto do dito popular: manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Tá na hora de acordar, sob pena de não conseguirmos acompanhar os demais países denominados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) e perdermos essa oportunidade histórica que está prestes a acontecer.
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(1) 2008 – Relatório sobre empreendedorismo – Global Entrepreneurship Monitor – Curitiba, 2009.
(2) Esse é o cara – Caderno Boa Chance – O Globo – 29/03/09
sexta-feira, 27 de março de 2009
Startup
Chega de Crise! Espero não escrever mais sobre ela.
Mas.....
Ontem, 26/03/09, o Jornal Nacional noticiou que “Números bons da economia brasileira foram divulgados nesta quinta-feira. A atividade do comércio no Brasil cresceu 3,9%, em fevereiro, na comparação com o mesmo mês no ano passado e, em janeiro, o ritmo de crescimento foi ainda maior: 5,1% em relação a 2008.
Segundo os números divulgados nesta quinta pela Serasa, na soma de janeiro e fevereiro, os setores que mais se destacaram foram eletroeletrônicos, móveis e informática. Também as vendas nos supermercados subiram, em fevereiro, na comparação com 2008, mas, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados, foram menores do que em janeiro.” (1)
Infelizmente continuamos com nossa cabeça na crise e, defensivamente, podemos instaurá-la, antes do tempo, no Brasil. Cuidado!
No momento estou lendo um livro e, claro, estimulando as editoras, cujo título é Startup de Jéssica Livingston (Agir Editora – 2009).
A autora entrevistou Steve Wozniak (Apple Computer), Mike Lazaridis (Research I Motion – criadora do BlackBerry), Sabeer Bhatia (Hotmail), Evan Williams (Pyra Labs – Blogger.com), Tim Brady (Yahoo!), Charles Geschke (Adobe Systems) dentre outras feras que perseguiram seus sonhos.
Para que não sabe, startup são empresas em estágio inicial que deixaram de ser empresas semente (estágio anterior a sua abertura). O livro procurou identificar um pouco da história que antecedeu ao sucesso dessas pessoas e de suas empresas. Uma coisa interessante, no caso da Apple o entrevistado não foi o Steve Jobs (como de praxe) e sim o expert em tecnologia (e que quase não é lembrado) Wozniak
Apesar de não ter concluído a leitura, algumas atitudes são comuns a esses ícones do mundo dos negócios.
Vejamos algumas:
• Obstinação;
• Persistência;
• Flexibilidade (o formato inicial de seus produtos sofreram alterações antes de se tornarem sucesso);
• Visão (capacidade de visualizar uma coisa que ainda não existe)
• Foram além do relevante para época (enquanto as pessoas continuavam realizando trabalhos que eram importantes para época, eles optaram por ler o futuro e foram atrás de seus sonhos);
• Alguns descobriram suas habilidades na adolescência e tomaram a sábia decisão de desenvolvê-las. Fico imaginando a importância que alguns professores tiveram (ou deveriam ter) em manter acessa essa chama. E eu costumo dizer que o sucesso do trabalho de um professor é auxiliar no sucesso de seus alunos – que responsabilidade!);
• Coragem de fazer algo inexistente.
Vale a pena ler esse livro e relê-lo de vez em quando para relembrar essas atitudes de pessoas visionárias que se tornaram um estrondoso sucesso.
Uma lição eu já tirei para mim e passo a compartilhá-la:
Podemos realizar nossos sonhos, mesmo que eles estejam adiante de nosso tempo.
Basta querer.
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(1) Disponível em http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1060570-10406,00-NUMEROS+BONS+DA+ECONOMIA+BRASILEIRA+SAO+DIVULGADOS.html acessado em 27/03/09
terça-feira, 10 de março de 2009
Atitudes vitaminadas para aproveitar a crise
Não gostaria de ressaltar a crise, antes, contudo, prefiro identificar algumas atitudes que podem transformar esse momento em oportunidades de crescimento.
Claro que, para prosperar nesse momento delicado, precisamos de Conhecimentos.
É obvio que, para surfar em mares turbulentos, precisamos de Habilidades.
Creia, são e serão as Atitudes que fazem e farão a diferença.
Vejamos algumas atitudes vitaminadas:
Seja pró-ativo: Vá além da iniciativa. Planeje, seja ágil, identifique as variáveis de seu trabalho, procure entender o que esperam de seu trabalho e vá além, participe (se for chamado, é claro) dando sugestões de melhorias não apenas em sua área. Veja e sinta a empresa como um todo.
Seja resiliente: A palavra resiliência é “derivada da física, ela significa a propriedade que alguns materiais têm de acumular energia quando submetidos a um grande esforço, voltando ao seu estado original sem qualquer deformação”. (1)
O que acontece se você retorcer uma esponja, pisá-la, amassá-la e depois soltá-la? Ela volta ao seu estado normal. Precisamos ser resilentes para suportar pressões, os descasos e até as injustiças.
Seja um bom ouvinte: A hora exige de nós uma enorme capacidade de ouvir, entender e aproveitar a força da diversidade. Não é por acaso que você tem uma boca, dois olhos e dois ouvidos.
Seja empático: Coloque-se no lugar do outro, procure entendê-lo. Sabiamente Jesus nos ensinou a fazer com os outros aquilo que gostaríamos que fizessem conosco. Empatia e canja de galinha não fazem mal a ninguém.
Seja fiel aos valores: Esse momento vai passar e você deve dormir com a consciência tranquila. Veja se é possível alinhar seus valores pessoais aos da empresa. Não se esqueça, contudo, que muitos vão, por questão de sobrevivência, procurar manter seus empregos sem se preocupar com os demais. Muitas vezes os valores serão esquecidos em detrimento da manutenção do emprego. Fique esperto!
Transforme problemas em oportunidades: Esse é o melhor momento para identificar oportunidades. Olhe o problema com outros olhos. Questione, use sua intuição e sua criatividade.
Reveja seu plano de carreia: É provável que seu plano de carreira, no curto prazo, tenha que ser revisto e adaptado. Faça isso, sem perder de vista as metas de médio e longo prazo.
Evite o negativismo: Ninguém gosta de viver ao lado de pessoas pessimistas e negativistas. Evite esses comportamentos ao máximo. Lembre-se que você se transforma naquilo que pensa com mais intensidade.
Tenha senso de urgência: O momento exige uma excepcional administração do tempo. Priorize e não perca tempo com coisas desnecessárias. Seja rápido, sem perder a qualidade. Lembre-se dos coletores de resíduos, mais conhecidos como garis, eles possuem um aguçado senso de urgência.
Crie: “Entre todas las habilidades humanas, la creatividad puede ser considerada una de las más importantes aptitudes. Es la creatividad inteligente la principal responsable de las transformaciones que el hombre hace en si mismo y en la naturaleza que le rodea. Tanto es así que, nada es construido o inventado sin que se utilice de la creatividad. Cuando pasan por alguna necesidad o cuando se chocan con problemas, para los cuales
aparentemente no existe solución, las personas lanzan mano de la creatividad. Y es que
en numerosas ocasiones la creatividad surge de la necesidad”. (2)
Portanto, tire a CRIsE da cabeça, CRIE!
Nunca se esqueça que as pessoas são contratadas por suas competências (CHA – conhecimentos, habilidades e atitudes) e demitidas por suas atitudes.
Ouse! Mude suas atitudes restritivas!
(1) Navarro, Leila – O que a universidade não ensina e o mercado exige – Editora Saraiva, 2006.
(2) Praun, Andréa Gonçalves e Torre, Saturnino de la - CREATIVIDAD Y ARTE. UN NUEVO CAMINO PARA LA INCLUSIÓN SOCIAL - Revista Creatividad y Sociedad.Nº 9 (2006)
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Crise ou oportunidade?
É... a crise chegou! Falamos tanto dela que ela se materializou, como num passe de mágica.
Mas que crise é esta?
Será que ela é fruto da redução no vigor da economia por problemas de mercado?
Ou será que ela foi provocada pela expectativa dos empresários na proteção da empresas?
Como não sou economista, sinto-me à vontade para comentar o que, sob a minha ótica, está acontecendo.
Lembro-me que quando o Lula foi eleito pela primeira vez eu estava fazendo consultoria para uma Câmara de Comércio Exterior. Naquela ocasião alguns colaboradores de empresas associadas foram chamados para traçar um cenário para o próximo ano – ano da posse do novo presidente. Para alguns – talvez uma maioria – o governo Lula poderia colocar em risco o plano Real. Resultado: todos pararam os incrementos previstos para crescimento e passaram a ter uma atitude defensiva. O dólar foi ao céu!
A economia pós Fernando Henrique seguiu a cartilha do real.
Antes mesmo do Lula, a política econômica vinha, e ainda vem, privilegiando os investimentos externos em ativos voláteis – tipo mercado financeiro. Bom para uma situação estável, temeroso em um momento de espera “pra ver o que vai acontecer”.
Creio que nossa crise, neste momento, é defensiva (no futuro próximo será efetiva).
Os empresários e muitos colaboradores pisaram no freio de seus gastos: o resultado óbvio é a redução no nível de investimentos.
Sabiamente, eles estão aproveitando o momento para realizar alguns ajustes de “caixa” que não puderam fazer diante do potencial crescimento da economia brasileira. Espero, ao menos, que eles tenham descoberto que são as pessoas que fazem à diferença.
Quem está comprando dólares? Claro: os investidores externos que estão vendendo suas posições no Brasil em busca de aplicações com menos risco. Sem falar nos especuladores que saíram da bolsa para comprar e vender dólares.
O governo tem afirmado que vai manter o PAC , o que é ótimo na geração de emprego e renda – ativos escassos em momentos de crise.
No país do Tio Sam, a solução foi, além de suportar os conglomerados financeiros e imobiliários, a criação de um americam pac, onde os investimentos foram direcionados na reforma de prédios públicos e na instalação de equipamentos para geração de energia renovável e pouco agressiva ao meio ambiente. Os europeus não possuem alternativas muito diferentes. Por lá, como nos Estados Unidos, como tudo já está feito as soluções são difíceis de serem implementadas.
Uma lição já pode ser aprendida: as economias são dependentes, portanto, o mundo é um só.
E o nosso PAC? Precisamos aproveitar e fazer o que falta: reduzir impostos (veja o efeito da redução no IPI nos carros), melhorar as estradas e os portos, expandir a rede de saneamento básico, ampliar a malha ferroviária e hidroviária, construir armazéns, construir moradias populares, ou seja, gerar emprego e reduzir um pouco o famigerado custo Brasil.
Como gestor, gostaria de fazer um alerta: cuidado com o foco exclusivo na gestão do curto prazo, ela pode inviabilizar o futuro. As decisões, por exemplo, de protelar a renovação de máquinas e equipamentos podem atrasar o crescimento do amanhã.
Honestamente creio que podemos sair fortalecidos dessa crise se tomarmos as medidas corretas. Felizmente, a crise ainda demora um pouco, não muito, a desembarcar nas terras brasileiras.
O momento brasileiro é de oportunidade!
sábado, 25 de outubro de 2008
Enthousiasmos

Eu fiquei surpreso com o significado da palavra.
Vejamos o que diz o dicionário Caldas Aulete: “Forte alegria e animação”. Já no Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa podemos ler: “Arrebatamento; paixão; ...; inspiração. (Do grego enthousiasmos).
Evoluindo um pouco mais....
Enthousiasmos significa: En + thous + mos
En = Sopro
Thous = Theos = Deus
Mos = dentro
Então entusiasmo significa “O sopro de Deus no interior”.
Claro, o sopro de Deus no interior nos causa forte alegria e animação, bem como o arrebatamento e inspiração.
Demais essa palavra....
Vejamos algumas citações sobre o enthousiasmos (1):
· "É o entusiasmo que move o mundo." (Arthur Balfour)
· "Sem entusiasmo nunca se realizou nada de grandioso." (Ralph Waldo Emerson)
· "Os anos enrugam a pele, mas renunciar ao entusiasmo faz enrugar a alma." (Albert Schweitzer)
· "O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo." (Honoré de Balzac)
· "O entusiasmo é a maior força da alma. Conserva-o e nunca te faltará poder para conseguires o que desejas." (Napoleão Bonaparte)
· "Uma pessoa tem entusiasmo por 30 minutos, outra por 30 dias, mas é a pessoa que tem entusiasmo por 30 anos que faz da sua vida um sucesso." (Edward Burgess Butler)
· "Nem que seja para fazer alfinetes, o entusiasmo é indispensável para sermos bons no nosso ofício." (Denis Diderot)
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Seu trabalho ficou velho?
Saiu no caderno Boa Chance de 05/10/08: "Roberto Cassano, da Agência Frog, costuma dizer aos analistas de mídias sociais que, no dia em que a mãe deles entenderem o que fazem, é porque o trabalho ficou velho."
Caraca!
Novas profissões surgem a cada dia. Outras se extiguem...
Alguns gestores de pessoas insistem em continuar definindo o perfil dos cargos.
Em um mundo de empregabilidade supervolátil, nem a modelagem de cargos se sustenta mais.
Ao invés de perdermos tempo defindo cargos, não seria mais interessante tentar descrever o espaço funcional dos colaboradores?
Quando os cargos são exaustivamente definidos, alguns colaboradores "da antiga" insistem em se esconder atrás do escopo dessa definição. Volta e meia escuto: "Isso não faz parte de minha função!"
Creio que num mundo onde a inovação é questão de sobrevivência, limitar o escopo do trabalho é, simplesmente, manter o status quo dos velhos e rígidos organogramas clássicos. Ou seja, estamos engessando a criatividade de nossos talentosos colaboradores e, consequentemente, restringimos nossa empresa.
Afinal, o que é espaço funcional?
Veja só: novas necessidades surgem a cada instante, logo, limitar o trabalho aos formatos tradicionais só pode trazer como resultado o descontentamento.
O espaço funcional indica as ações que os colaboradores devem desempenhar e os valores que devem nortear seus trabalhos, sem contudo serem definitivas.
Ela descreve a linha mestra do trabalho a ser desempenhado e as competências que seu ocupante deve possuir. Lembrando que competência é sinônimo de CHA (conhecimentos, habilidades e atitudes desejados)
O espaço funcional, portanto, é flexível, mutante e exige pessoas (e gestão de pessoas) inovadoras.
Empresas organizadas como redes neurais, onde o espaço organizacional substitui a desgastada estrutura clássica (organograma tradicional) jamais irão perder a flexibilidade e a possibilidade de crescimento. Elas podem se expandir indefinidamente, sem inchar e sem criar hierarquias (que pressupõe uma pessoa melhor que a outra).
Chega de soluções antigas para novos problemas!
Precisamos de novas soluções para novos problemas.
O que deu certo no passado não está mais surtindo efeito no presente. Os bancos americanos que o digam.
É preciso mudar: é preciso inventar novas empresas, novas formas de organização, novos perfis profissionais, novos focos de controle (onde o intangível passa a ser relevante e imprescindível) e novas formas de olhar o cliente e o mercado.
Se sua mãe entende o que você faz, é muito provável que o seu trabalho tenha ficado velho. É hora de repensar sobre o que você faz e como você faz.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Games
Muito bom esse artigo que transcrevo do site www.rh.com.br.
Essa, positivamente, é uma tendência que chegou para ficar. Sua aplicabilidade é quase infinita.
Quem quiser, e puder, entrar nessa área não vai se arrepender.
Boa leitura
"IGOR RAFAILOV
Fitoterapeuta Clínico formado na Alemanha, onde morou por nove anos. Especializado em Gestão por Valores pela Fundació Bosch i Gimpera, de Barcelona. É tradutor de alemão. Autor do "Dicionário Igor de Fobias", com mais de mil verbetes. É conhecido pelos amigos como "Colecionador de Fobias".
[ 23 Abril 2008 ]
GAMES: Uma nova forma de aprender, treinar e recrutar.
?Um jogo é uma forma de arte na qual participantes (...) tomam decisões a fim de gerenciar recursos (...) em busca de um objetivo.? (COSTIKYAN, 1994)
Para a Geração Y, dos nascidos a partir de 1980, é inconcebível um mundo sem computadores. E nós da Geração Baby-boomer (a qual pertenço) e da Geração X, com certas dificuldades, devemos testemunhar que o mundo digital veio para facilitar nossas vidas (ou atrapalhar, para quem ainda não pertence a este mundo).
Chamamos nossos filhos, sobrinhos ou netos para nos ensinar o uso ou solucionar problemas de informática. Isto, para quem assume a "infoignorância" sem medos.
O educador Marc Prensky chama de "nativos digitais" todos aqueles que se comunicam fluentemente na linguagem digital, através do uso de computador, jogos eletrônicos e internet. Ou seja, esta geração usa uma linguagem a mais, além do seu idioma nativo. Isto tem gerado conflitos com os "imigrantes digitais", ou seja, todos aqueles que não estão no mundo digital ou as pessoas "pré-digitais".
Muitas empresas já entenderam que a linguagem digital deve ser aproveitada pra desenvolver seus negócios. A adoção de um site é tão básico quanto ter divulgado seu numero de telefone. A comunicação através de emails, comunicadores instantâneos (tipo msn), ligações e conferências em iPhone (como o skype) já é lugar comum e causa de redução de custos.
O jogador virtual permanece em média 28 minutos por dia em seu jogo preferido. Surpreendentemente, o gênero que permanece mais tempo jogando é o feminino, na maior parte das vezes em games de dolls (bonecas virtuais), onde o jogo é combinar vestimentas, cores e acessórios. E nesses games já são disputados também campeonatos mundiais.
Os jogos eletrônicos no inicio do terceiro milênio.
Pesquisas de psicologia da aprendizagem indicam que o potencial de retenção de informação é variável e depende diretamente da fonte que fornece a informação: Assim, em média, retemos:
• 10% do que lemos,
• 50% do que ouvimos,
• 90% daquilo onde interagimos.
Os jogos são o melhor meio de aprendizado, pois oferecem a maior retenção àqueles que jogam. E os jogos despertam, além de interação, desafio, raciocínio, atenção e domínio de novas regras e valores.
Escolas já usam o jogo para ensinar álgebra, e isto sem aquelas chatíssimas aulas unidirecionais e estáticas. Precisamos acordar e entender que o ensino no século 21 é diferente e é bem mais veloz em sua apresentação e captação. E isto também vale para outras disciplinas, onde o jogo é um simulador virtual que pode ser repetido inúmeras vezes sem constranger o aprendiz e cansar o instrutor.
E como é isto na empresa, no mundo corporativo?
Muitas empresas no Japão e nos EUA já fazem pleno uso de games para marketing, recrutamento e treinamento, tanto em sites, como em ambientes virtuais (Second Life), celulares, comunicadores virtuais e brindes. Todos que desejarem trabalhar no grupo Google, por exemplo, devem se apresentar através de um game, que já é o processo seletivo. Dependendo da quantidade de pontos alcançados, o candidato pode preencher a ficha de currículo. Ou, então, já está eliminado. Bancos de investimento vasculham os jogos de empreendedores a procura de bons planos de negócios no mundo virtual.
No Brasil, ainda há poucas empresas que perceberam o potencial dos games e a redução de custos que oferecem. A maioria das que se utilizam desta ferramenta são multinacionais estrangeiras ou brasileiras. Um bom exemplo vem de uma agência de publicidade, que percebeu a demora dos novatos em compreenderem a dinâmica deste negócio. Eles levavam até 6 meses para assimilar toda a sua rotina, potencial, estrutura, cultura e normas. Com um game oferecido no dia da integração, o sentimento do ?having fun?, ou seja, "estar se divertindo", reduziu esta demora para no máximo 6 dias.
O Sebrae oferece o jogo "Restaurante Sebrae", desenvolvido pela Jynx, empresa do Recife, onde o jogador simula dirigir seu próprio restaurante self-service e, com feedback constante do fluxo de caixa e do capital aplicado. Duas horas de jogo, simulam o equivalente a um mês no mundo real. Se o jogador falir, poderá reiniciar o jogo inúmeras vezes, até conseguir se manter ou mesmo ampliar seu negócio virtualmente. Atingindo o êxito, ele poderá partir para outro estágio, como ampliar o estabelecimento, ou montar uma filial, ou mesmo mudar para um bairro melhor ou para um shopping. Um bom jogador no "Restaurante Sebrae" pode iniciar seu negócio de verdade mais consciente dos seus desafios e, assim, reduzir os índices da "mortalidade precoce", que costuma ocorrer nas novas empresas do mundo real.
Games podem solucionar muitos outros problemas.
Marcadores: game corporativo treinamento simulador barato
Disponível em http://www.rh.com.br/blog_igor.php?org=4 acessado em 19/09/08
domingo, 7 de setembro de 2008
Orkut como instrumento de apoio à seleção

Oscar
Orkut, recrutamento e seleção
Todos sabem que muitas empresas checam no orkut, o perfil de seus candidatos.Você acha válido este tipo de consulta?"
domingo, 17 de agosto de 2008
A hora da verdade
A hora da verdade.
Sob o título de “Chefe Despreparado” a revista Você SA de agosto de 2008 faz um balanço que indica que a maioria dos gestores não está preparada (50,03%) ou precisam se desenvolver (38,43%). Ou seja, existe um “descompasso entre o perfil atual do gerente e as exigências do mercado”.
“O que o mercado exige dos gestores:
. Trabalhar em time e desenvolver pessoas.
. Saber reagir a mudanças e responder às situações novas.
. Comunicar-se bem verbalmente e por escrito.
. Enfrentar momentos de pressão com equilíbrio e clareza.
. Desenvolver-se sempre e trazer melhorias para o ambiente.
. Saber negociar questões relevantes e gerar resultados.
. Tomar decisões com base em uma visão ampla da situação.
. Saber administrar conflitos e costurar acordos.”
Em um Brasil com acelerado ritmo de crescimento econômico, possuir um quadro de gestores com esse perfil é, no mínimo, preocupante.
Essa preocupação pode ser observada através do crescente investimento em capacitação e desenvolvimento que as empresas mais antenadas estão promovendo.
Para agravar esse problema de aumento de demanda por pessoas qualificadas e escassez de pessoas preparadas, as multinacionais alargaram seus espectros de contratação e começam a prospectar talentos em todo o mundo. A América Latina, em especial o Brasil, é o principal foco de atenção dos caça-talentos.
Na mesma revista, o artigo “O problema é de todos” relata trechos da entrevista com o LÚCIDO diretor mundial de gestão de pessoas da SAP, hoje com 53.000 colaboradores. Ele propõe um esforço global para evitar uma guerra para contratar talentos. “Para resolver essa questão, Claus quer juntar na mesma mesa de discussão empresários, executivos e governo.” Mais adiante ele comenta: “Se não temos mão-de-obra qualificada em número suficiente no mercado, o que acontece é uma briga por talentos. No próximo ano, somente a SAP tem uma demanda por 1.300 profissionais com conhecimento de idiomas e tecnologia. Provavelmente um terço desses profissionais será recrutado por nossos parceiros. Outro terço, pelos nossos concorrente. Com sorte, nós teremos recrutado parte do restante. Falta gente para suportar a estratégia de crescimento das empresas.”
Creio que o termo mão-de-obra foi traduzido indevidamente pelo jornalista da matéria, tendo em vista que ele, certamente, é uma pessoa visionária e ciente da importância das pessoas para fazer as empresas crescerem nesse cenário turbulento. Veja se minha percepção é correta: “Para ser bem honesto, eu não gosto da expressão gestão de talentos. Ela se tornou sinônimo de um grupo especial de pessoas. Eu prefiro a expressão de gestão do desenvolvimento. Minha missão é desenvolver os 53.000 funcionários da SAP. Precisamos de todos eles. Olhamos os profissionais com baixo desempenho e perguntamos ´como ajudá-los a melhorar?´ O que importa é a expressão ´desenvolvimento de pessoas´ quer dizer todo mundo, e não apenas um grupo de iluminados”.
Além dessa problemática, as empresas, através de gestores despreparados, precisam conviver e aprender a lidar com a chamada Geração Y (pessoas nascidas entre os anos 80 e 90)., onde as fórmulas de retenção de pessoas usadas no passado (aumento salarial) já se mostram insuficientes. Desafios, oportunidades de desenvolvimento e bom clima organizacional são tão importantes – ou até mais - quanto o salário. A geração anterior – que eu chamo de peopleware – deu muita dor de cabeça até ser entendida e melhor gerida.
Assim, cada geração traz consigo uma nova forma de olhar o mundo e as empresas precisam, rapidamente, perceber essa nova demanda e se adaptar a ela.
Gestores de todo o mundo: acordai! São as pessoas que fazem à diferença! Chega de olhar apenas para o umbigo, ou para os resultados de curto prazo. As pessoas estão mudando de emprego porque durante todo esse tempo, o resultado imediato foi a tônica da gestão empresarial. Os clientes estão sumindo porque vocês esqueceram que são eles que pagam o seu salário no fim do mês. O curto prazo só é importante se ele for parte integrante de uma estratégia mais longa.
Gostaria de encerrar esse papo com uma frase de Eugênio Mussak, professor da FIA:
“O melhor lugar do mundo é aquele que você pode ajudar a ficar ainda melhor.”
domingo, 27 de julho de 2008
No mundo da Inovação

Sob o título “No mundo da inovação”, o caderno Boa Chance do jornal O Globo de 27/07/08 descreveu um série de conceitos sobre o assunto.
A seguir descrevo na íntegra o artigo e incluo ao final um termo que só agora esta começando a tomar força e é fruto da falta de criatividade e inovação: Logística Reversa.
“Novos termos foram criados e velhas palavras ganharam significados diferentes no mundo da inovação. A seguir alguns deles.
Inovação: É a capacidade de transformar idéias, agregando valor a produtos e serviços. E de resolver problemas de uma forma nova, reduzindo custos ou criando riqueza. Segundo especialistas, só existe inovação quando os consumidores dispõem a pagar o preço de algo novo.
Invenção: Na linguagem econômica atual, a palavra invenção perdeu um certo status. Ela agora é definida como a idéia que se materializa, sem necessariamente ganhar mercado: porque, quando ganha, é inovação.
Criatividade: Já o termo criatividade ganhou status. Agora, ele não significa, apenas, a capacidade de criar: inclui a de surpreender.
Cauda Longa: Termo criado pelo jornalista Chris Anderson no livro “The long tail” para descrever o fenômeno da economia de nichos, aquela que privilegia segmentos específicos do mercado em detrimento de produtos de massa. O nome vem do formato do gráfico de faturamento de produtos de nicho, mais longo do que o dos hits de vendas.
“Data Mining”: Também chamada de mineração de dados, a técnica consiste na procura, por padrões, em uma grande quantidade de dados. O objetivo é captar conhecimento num volume extenso de informações.
Economia Criativa: Engloba os setores que geram emprego e renda por meio da criatividade e do talento individual, como publicidade, arquitetura, artes, design, moda, softwares, tv, entre outros. O termo surgiu, em 1998, num relatório do Reino Unido que, pela primeira vez, identificou o setor e seu potencial.
Economia do Conhecimento: Caracteriza o modelo econômico que está substituindo a economia industrial, da mesma forma que essa substituiu a agrícola. Antes, tínhamos terra, capital e trabalho como fatores-chave no processo de criação da riqueza. Agora é o conhecimento.
Bens Intangíveis: Ao pé da letra, são bens que não podem ser tocados, como marca, direito de propriedade intelectual (patentes, direitos autorais), know-how de uma empresa, software. Na era do conhecimento, são bens fundamentais para a competitividade, e, assim, considerados ativos de uma companhia.
Inovação Aberta: Conceito criado em 2003, por Henry Chesbrough, no livro “Open innovation”. Sugere que idéias não aproveitadas por empresas sejam oferecidas a fóruns externos. E vice-versa. Há quem defenda a tese de que mesmo idéias que as empresas ainda pensam em usar sejam compartilhadas com o mercado, para que se desenvolvam mais rapidamnte.
Ecoinovação: É a inovação acrescida da consciência de proteção ao meio ambiente. Considera todo o ciclo de degradação de um produto”.
Logística Reversa: “é a área da logística que trata dos aspectos de retornos de produtos, embalagens ou materiais ao seu centro produtivo ou descarte.O objetivo principal da logística reversa é o de atender aos princípios de sustentabilidade ambiental como o da produção limpa, onde a responsabilidade é do «berço à cova» ou seja, quem produz deve responsabilizar-se também pelo destino final dos produtos gerados, de forma a reduzir o impacto ambiental que eles causam. Assim, as empresas organizam canais reversos, ou seja, de retorno dos materiais seja para conserto ou após o seu ciclo de utilização, para terem a melhor destinação, seja por reparo, reutilização ou reciclagem: 3R (Leite, 2003)”. Esse conceito foi extraído do Wikipédia. Cabe ressaltar que essa logística já pode ser observada, por exemplo, nas pilhas e baterias. Ele é fruto da não utilização da ecoinovação e a maioria das empresas ainda não se utilizam desse conceito preferindo arcar com os custos, cada vez maiores, da logística reversa.
domingo, 13 de julho de 2008
Mais Emprego
Nem só de petróleo vive o crescimento de empregos no Brasil.
As montadoras estão a todo vapor.
"Só neste ano, as montadoras vão investir quase 5 bilhões de dólares para expandir sua produção no país. Abaixo, os principais investimentos:
..........................................Investimento................................ Aumento na
..............................................Total............................................ produção
..........................................(em dólares).............................. (carros por ano)
Hyundai................................1,2 bilhão...................................... 120.000
Toyota.................................. 770 milhões................................. 120.000
Volkswagen......................... 600 milhões................................. 180.000
Fiat.......................................400 milhões.................................. 100.000
Ford.................................... 360 milhões................................... 200.000
GM...................................... 220 milhões..................................... 50.000
Mitsubishi.......................... 120 milhões..................................... 10.000
Peugeot-Citroen.................. 70 milhões..................................... 50.000
Honda................................... 70 milhões...................................... 30.000
Além das montadoras, os fabricantes de ônibus, de caminhões, de tratores e de colheitaderas também devem investir cerca de 1 bilhão de dólares para aumentar a capacidade de produção no país ainda este ano.
Hoje, no Brasil, um carro é produzido a cada 12 segundos. E vende-se um modelo zero-quilometro a cada 10 segundos".
Os dados acima foram obtidos da Revista Exame de Junho de 2008.
Para quem já não aguenta mais ouvir falar do crescimento atrelado ao petróleo, essa é uma ótima notícia.
A propósito, já está faltando gente qualificada!
Me agrada muito escrever sobre o crescimento da economia, principalmente, porque em função disto mais rapidamente seremos valorizados.
Estamos começando a viver um novo renascimento, o néo-renascimento, onde os profissionais líquidos passam a ser o centro da economia.
Mais do que nunca precisamos desenvolver o CHA, que vai nos permitir vivenciar este momento histórico.
Viva!
sábado, 21 de junho de 2008
É só alegria...
“Um dos maiores desafios da indústria pesada leia-se rodovias, pontes, hidrelétricas – é contratar e reter profissionais qualificados. A falta de mão-de-obra é de – pasmem! - 100.000 pessoas. São engenheiros, administradores e advogados...” Revista Você S/A edição 120 – junho de 2008.
Será que engenheiros, administradores e advogados vão se sujeitar a serem tratados como MÃO-de-obra? Creio que não! O tempo do Ford e do Chaplin já era. Contudo, quem estiver disposto a trabalhar para empresas que acham que somos apenas MÃO-de-obra, tudo bem. Eu não me sujeito a participar de uma empresa que tenha um foco desse. Somos CAPITAL INTELECTUAL, ou seja, somos nós que fazemos à diferença! Qualificar pessoas para serem tratadas como MÃO-de-obra? O tempo da escravidão, já era! É sobre esse enfoque empresarial que escrevi os artigos “Reologia no mundo corporativo” e “Modelos mentais para o sucesso”.
Segundo pesquisa da PricewaterhouseCoopers – Pesquisa Global com Presidentes (2008) publicada na revista supracitada (pg 34), indica as competências mais importantes para um executivo atualmente:
ð Flexibilidade para mudanças
ð Liderar e desenvolver pessoas
ð Espírito colaborativo
ð Criatividade e inovação
ð Antecipar e administrar riscos.
Caraca!
Para sermos tratados como MÃO-de-obra? Assim não dá!
Para sermos administrados por um cartão-de-ponto? Assim, também, não dá!
Um profissional líquido não vai se sujeitar e se manter automotivado numa estrutura hierárquica criada no início do século XX.
Senhores Presidentes, é preciso trafegar em via de mão dupla, ou seja, se vocês querem um profissional assim, é necessário mudar a forma de se organizar e de gerenciar pessoas.
Os Presidentes estão tomando as seguintes medidas para reter os talentos contratados:
ð Mudar a maneira de recrutar, motivar e desenvolver pessoas para atrair mais talentos.
ð Investir em treinamento e desenvolvimento.
ð Criar regras mais flexíveis no trabalho
ð Aumentar salários e benefícios
ð Redefinir funções e cargos
ð Procurar talentos em mercados diferentes.
Show de bola!
Vão investir em treinamento e desenvolvimento para depois gerenciá-los como no início do século passado? Qual será o futuro dessa empresa? Contratar novos talentos, treiná-los e depois perdê-los para empresas mais atraentes!
Criar regras mais flexíveis de trabalho me parece uma atitude inteligente, desde que outros ingredientes da feijoada empresarial sigam na mesma direção. Caso contrário, veremos um brutal distanciamento entre o que se fala e o que se faz. Como resultado teremos mais desmotivação.
Aumentar salários e benefícios me parece um medida típica de Ford, Taylor e outros baluartes da era industrial clássica que as empresas insistem em preservar ainda hoje. Será que aumentar salários depois que a “coisa já está preta” vai resolver alguma coisa? Só se os profissionais não forem efetivamente talentosos. Os talentos que se preocupam com a ética vão buscar novas praias. Aumento do salários deve ser uma ação constante de reconhecimento pelo trabalho realizado e não somente uma tacada desesperada para reter pessoas.
Redefinir funções e cargos é outra medida desesperadora. Porque somente agora que o crescimento da economia está forçando a dança das cadeiras? Ações desse tipo devem ser realizadas rotineiramente para tornar o ambiente de trabalho mais apropriado para a criatividade e a inovação, indispensáveis para a saúde financeira das empresas.
Finalmente, buscar talentos em outros mercados (será que vamos começar a contratar chineses?) vai apenas protelar o resultado indesejável. Mesmo os chineses vão se sentir desmotivados quando descobrirem que existem formas mais humanas de trabalho e que as empresas que se preocupam com o bem-estar de seus colaboradores são as mais rentáveis do mercado de ações.
Em resumo: os gestores já perceberam que a forma como estão gerenciando seus colaboradores é inadequada ao perfil profissional desejado.
Eles só não descobriram o óbvio: a hora é de gerenciar COM pessoas, portanto, precisam tratar seus talentosos colaboradores como SERES HUMANOS.
Eis a receita para o sucesso.
domingo, 1 de junho de 2008
Reologia no mundo corporativo?
Muito se tem falado a respeito da resiliência (1) aplicada ao mundo corporativo. O que nem todo mundo fala é o impacto da má administração no comportamento de seus colaboradores. Ou seja, que tipo de reologia (2) os maus gestores causam no comportamento de seus colaboradores?
Vamos analisar alguns casos:
a) As empresas se organizam hierarquicamente e desejam pessoas flexíveis, inovadoras, multiespecialistas, dentre outras características tão buscadas no mercado – o resultado dessa mistura bombástica (organização de 1900 e pessoas de 2008) é um alto nível de insatisfação de ambas as partes. Recentemente pesquisei o organograma de centenas de empresas, para minha surpresa (será?) os mais modernos utilizavam estruturas matriciais criadas no fim da década de 50. A grande maioria se organiza utilizando conceitos típicos da era do Ford T. Qual a deformação que isso causa nos colaboradores mais antenados com o mundo de mutação dos processos? Insatisfação, desmotivação, eficiência ao invés da eficácia, falta de garra e vontade de mudar.
b) Gerentes e supervisores sendo denominados como líderes – O líder do poder atribuído, com habitualidade, não é considerado como líder por seus subordinados que continuam o chamando de “chefe”. Resultado: grande parte dos colaboradores tem como motivo primeiro, a insatisfação da forma como o seu chefe (líder, nunca) administra a área de sua responsabilidade.
c) Gestão do curto prazo – é muito comum a utilização da miopia empresarial pelos gerentes que mal conseguem olhar o presente. Eles vivem atrás de realizar metas sem se preocupar com o rumo que sua empresa está tomando. Será que olhar só para o agora, sem objetivos de longo prazo, leva as empresas a algum lugar? Claro que sim.... para o buraco. É muito comum nesses empreendimentos olhar mais a meta, do que o impacto dela no nível de serviço aos clientes. Resultado? Xô clientes!
d) Controle do tempo como instrumento de produtividade. Vamos pensar na coleta de lixo ou de resíduos para ficar mais bonito. Os coletores correm, trabalham felizes e não admitem que ninguém faça corpo mole durante o trabalho. Por quê? Simples, a eles é dada uma área que deve ser mantida limpa. O que acontece se eles terminarem antes do término do expediente? Isso mesmo, eles podem ir para casa, para outro trabalho, ou para onde quiserem. Isso é trabalhar por objetivo. O que acontece com uma confecção típica? Vamos supor que eles tenham que produzir 1.000 peças. O que acontece se um funcionário (ou grupo de funcionários) se esforça ao máximo e antes do término do expediente ele já produziu as 1000 peças? Claro, ele vai ter que ficar esperando (e produzindo) até soar aquele apito de fim de expediente. Será que ele vai se esforçar tanto no dia seguinte? Meio difícil não é.
Oscar Correia – administrador, consultor e instrutor.
Autor dos livros: O Profissional Líquido e
Kit de sobrevivência para nova economia
www.oscarcorreia.blogspot.com
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(1) Resiliência: capacidade que alguns materiais possuem de sofrerem todo tipo de pressão e depois retornar a sua condição normal. O material utilizado para produzir a esponja é um bom exemplo de material resiliente
(2) Reologia: estudo das deformações dos materiais.