quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Natal - 5 e 6 de janeiro de 2010

Natal, 05/01/10
Fomos a praia da Ponta Negra, cartão postal de Natal.
Algas estavam tomando boa parte da praia, tornando-a escura na arrebentação e verde após. Mesmo assim, lindo demais.
A tarde demos umas voltas de carro.
Falta lixeira na cidade.
A sinalização na via costeira está excelente, passamos pela ponte nova. Show!

Natal, 06/01/10
Fomos ao Forte dos Reis Magos (3,5KM), hoje é feriado local por conta do dia de reis. A estrutura turística está excelente, incluindo guia que nós dispensamos. A maré estava baixa e o visual em alta (veja fotos no orkut).
Depois fomos a Genipabu ou Jenipabu (nem as placas de sinalização se entendem). A praia fica pertinho, menos de 20 KM.
Praia ótima com uma super estrutura turísca, mesmo que um pouco amadora. Charretes, cavalos, turistas, jangadas, bugres,nativos, dromedários e sei lá mais o que.
Andei de jangada (R$ 20,00) e, claro, de dromedário (R$ 30,00). O bugre foi dispensado pois achamos caro (de Natal até as dunas - R$ 400,00 para 4 pessoas ou no local por R$ 160,00 - cerca de 2 horas).
Zezé se "sentiu" andando de dromedário. Fiquei feliz em vê-la tão alegre.
A volta foi complicada, a tão elogiada sinalização nos confundiu e fizemos um tour forçado pela cidade. Tudo bem... nem tudo é perfeito.
Não tivemos ainda nehum dia de sol forte e constante. Mesmo assim o "couro" está reclamando.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Nova Friburgo RJ - Natal RN (Diário)

Nova Friburgo RJ - Natal RN

1º. Dia – 02/01/10
Itinerário: Nova Friburgo RJ – Vitória da Conquista BA
Hora da saída: 4h15m
Distância percorrida: 993 km
Hora de Chegada: 18h 30m
Estrada: BR 148 e BR 116
Condições da estrada:
BR 148 – Liga Rio Grandina a Além Paraíba – Pista ótima exceto o trecho que liga Rio Grandina, estrada para Mariana e uns 6km depois. Alguns trechos a pista cedeu e, claro, deram o jeitinho brasileiro. Pegamos um nevoeiro que nos atrasou cerca de 45 minutos, o previsto era demorar entre 1h 15m a 1h 30m – demoramos 2h.
BR 116 – Em linhas gerais, boa. Buracos ocasionais, exceto os primeiros quilômetros após Além Paraíba e entre o km 605 e 580 km – muito ruim. A estrada possui em sua quase totalidade a importante 3ª. Pista. Trafego intenso e infra-estrutura em todo trajeto (postos de gasolina, cidades, restaurantes, lanchonetes e banheiros mais ou menos). Um bom exemplo é o Posto da Rede Brasil (km 551 em Santa Bárbara do Leste). Nenhum pedágio até Vitória da Conquista na Bahia. Ficamos hospedados no Hotel da Rede Flecha: ótimo local, preços honestos (R$ 100,00 casal), beira de estrada, restaurante caro, típico dos restaurantes onde param os ônibus. Não é por acaso que a Rede Flecha roda 24 horas e é da Itapemirim. Uma dica: se possível faça reserva (fiquei surpreso com o número de hóspedes). Gasolina barata (R$ 2,40 a R$ 2,60 e álcool meio caro) e de boa qualidade.
Obs.: O Vinicius veio conosco, decisão de última hoa.

2º. Dia – 03/01/10
Itinerário previsto: Vitória da Conquista BA – Maceió AL
Itinerário Real: Vitória da Conquista BA – Palmares PE
Hora da saída: 4h 20m
Distância percorrida: 1109 km
Hora de Chegada: 20h
Estrada: BR 116 e BR 101
Condições da estrada:
BR 116 – Em linhas gerais, boa. Buracos ocasionais ao longo de todo o percurso (até Feira de Santana). A estrada possui em sua quase totalidade a 3ª. Pista. Trafego intenso e infra-estrutura em todo trajeto (postos de gasolina, cidades, restaurantes, lanchonetes e banheiros mais ou menos). Nenhum pedágio até Feira de Santana na Bahia.
BR 101 – O trecho entre Feira de Santana e Palmares não possui pedágio. A infraestrutura é péssima, poucos e distantes postos e nem todos são usáveis. A estrada está em manutenção com alguns trechos excelentes e outros ruins. Não fizemos reserva no Hotel da Rede Flecha em Maceió (destino inicialmente programado) e....créu, ele estava lotado. A localização do hotel é boa, mas falta divulgação. Claro... nos perdemos. Já estava escurecendo (aqui escurece e amanhece cedo) e tínhamos duas opções: tentar algum hotel em Maceió ou seguir em frente por mais 95 Km para nos hospedarmos em Palmares. Optamos pela segunda. A estrada estava relativamente boa até próximo da divisa com Pernambuco, daí em diante.... caraca! No início da BR 101 em Pernambuco um trecho que, até então, foi o campeão dos buracos e estradas ruins. O trecho curto demorou uma eternidade, quase me arrependi da escolha feita. Em Palmares ficamos hospedados no Hotel Luar Palace, no centro. Diárias de R$ 70,00 o casal e um café da manhã caprichado. Comemos uma pizza no centro da simpática cidade. Minha impressão da BR 101: um ótimo lugar para se investir – falta tudo! A propósito, tiramos uma foto do por do sol à caminho de Maceió, simplesmente demais. Nessa noite apaguei antes de fechar os olhos. Rsrsrsrsrs. Choveu em parte do percurso.

3º. Dia – 04/01/10
Itinerário previsto: Maceió AL – Natal RN
Itinerário Real: Palmares PE – Natal RN
Hora da saída: 7h 30m
Distância percorrida: 416 km
Hora de Chegada: 13h
Estrada: BR 101
Condições da estrada:
BR 101 – A rodovia está em manutenção, no futuro Pernambuco, Paraíba e o Rio Grande do Norte devem ter uma das melhores rodovias do país – as pistas estão sendo duplicadas. No Rio Grande do Norte o exército está ajudando na construção (dinheiro público bem empregado). A infraestrutura é péssima, poucos e distantes postos e nem todos são usáveis. Menção honrosa para o banheiro do posto de Goiana (divisa PE e RN). Uma dica: não fique com pouco combustível na BR 101. Choveu em alguns trechos. Fiquei impressionado com o transito e o desrespeito dos motoristas na periferia de Recife – PUTZ! Cuidado com a mudança de pista (retorno para BR 101) para Natal, a sinalização é precária.
Natal: Continua linda. Cresceu demais comparado com última vez que aqui estive (final dos anos 70 ou início dos anos 80 - só existiam poucos prédios). Está muito bem sinalizada. Estamos hospedados no bairro de Ponta Negra no Flat Encanto – muito agradável, 400 metros da praia e com ótimo preço (R$ 100,00 – fechamos antecipadamente por R$ 90,00) . Almoçamos na orla. O site do flat é www.flatencanto.com.br. Amanhã devemos ficar por aqui e conhecer a cidade. Depois as praias do norte. Vi duas fotos da praia de Ponta Negra: uma em 63 (quase deserta) e outra em 97 um pouco mais habitável. Creio que o boom do local se deu a partir dessa data. O crescimento da cidade é visível.

PS.: Amanhã vou postar algumas fotos no orkut

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Criando Magia




Síntese do Livro:
Criando Magia
Lee Cockereel
Editora Sextante, 2009


Lee Cockereel foi Vice-Presidente Executivo, Operações da Walt Disney Word Resort

Estratégias de Liderança – Importante:

Membros do Elenco = colaboradores
Convidados = visitantes (clientes)

“Cuide delas (as pessoas) e elas cuidarão dos seus negócios não só porque é uma obrigação, mas porque desejarão isso.”


Estratégia 1: Lembre-se de que todos são importantes:

“O princípio + importante é a INCLUSÃO (RAVE).

RAVE = Respeitar, Apreciar e Valorizar as pessoas (value everyone)

Dicas:
• Deixe claro que todos são importantes;
• Conheça sua equipe;
• Permita que sua equipe conheça você;
• Cumprimente as pessoas com sinceridade;
• Ouça e procure compreender;
• Considere todos os membros do elenco;
• Esteja disponível;
• Comunique-se de forma clara, direta e sincera;
• Defenda os excluídos;
• Delegue;
• Planeje a cultura;
• Trate seu elenco como quer que seus convidados sejam tratados.



Estratégia 2: Quebre o Molde

“Repense a estrutura organizacional.”

“Ela deve: ajudar a controlar custos, maximizar eficiência, otimizar o processo decisório, aumentar a satisfação dos colaboradores e fomentar a criatividade e inovação.”

Dicas:
• Deixe claro quem é responsável pelo quê;
• Responsabilidade e autoridade devem estar juntas;
• Torne a estrutura mais horizontal;
• Elimine o excesso de trabalho;
• Repense a estrutura das reuniões;
• Todos podem assumir a responsabilidade pelas mudanças;
• Assuma riscos;
• Enfrente a resistência;
• Não tente vencer todas as batalhas;
• Seu trabalho nunca termina completamente.


Estratégia 3: Faça da sua equipe sua marca registrada


“Não importa quanto seus produtos e serviços sejam bons, uma empresa só alcança a autêntica excelência atraindo, desenvolvendo e mantendo profissionais excelentes.”

Dicas:
• Defina o candidato ideal (competências técnicas, administrativas, tecnológicas e de liderança);
• Não busque clones;
• Procure bons profissionais em áreas improváveis;
• Envolva a equipe no processo de seleção;
• Selecione pelo talento, não pelo cv;
• Deve ter facilidade de se integrar à equipe;
• Contrate pessoas mais hábeis e mais talentosas que você;
• Descreva o cargo em detalhes;
• Check pessoalmente os candidatos;
• Faça perguntas reveladoras;
• Estruture as entrevistas;
• Descubra o que importa de fato ao candidato;
• Peça que demonstre seus conhecimentos;
• Escolha o melhor e não o + disponível;
• Procure pessoas para capacitar e promover;
• Faça avaliações de desempenho;
• Saiba quando as vagas e talentos são incompatíveis;
• Demita com rapidez e delicadeza;
• Mantenha contato com os que saíram.


Estratégia 4: Crie magia por meio da capacitação


“Quando uma organização se sai tão bem em uma crise, é porque seus funcionários foram devidamente treinados.”

Dicas:
• Dê as pessoas um propósito, não só um emprego;
• Leve a sério seu papel de professor;
• Adote um conjunto de ações eficazes (cuide, observe, aja, comunique, ajude);
• Ensine dando exemplo;
• Ensine os princípios do serviço excelente (anexo 1);
• Treine o pessoal para Momentos Mágicos e Cinco Minutinhos (anexo 2);
• Comunique-se constantemente;
• Dê feedback de forma imediata e eficaz.


Estratégia 5: Elimine inconvenientes

“Mesmo profissionais capacitados atuando em um ótimo ambiente não conseguem criar magia se não puderem contar com processos bem ajustados que lhes dêem condições de realizar um bom trabalho.”

Dicas:
• Pergunte o que em vez de quem;
• Ouça os clientes;
• Veja o que está dando certo e o que não está;
• Sonde constantemente seus funcionários;
• Aproveite as soluções apresentadas pelos funcionários;
• Realize intercambio de auditorias;
• Esteja a par das novas tecnologias;
• Examine seus processos pessoais;
• Prepare-se para enfrentar resistência;
• Avalie as mudanças realizadas.


Estratégia 6: Saiba a verdade

“Não importa qual é a sua área de atuação: se você aspira uma liderança excelente, precisa conhecer todos os fatos relativos ao seu negócio.”

Dicas:
• Circule regularmente pela empresa;
• Adquira uma visão básica de seu negócio;
• Mantenha encontros regulares com seus colaboradores diretos;
• Forme grupos pequenos;
• Faça com que se sintam seguros;
• Investigue a história completamente;
• Responda às perguntas cabeludas;
• Peça opiniões formais sobre você;
• Avalie constantemente seus gastos.



Estratégia 7: Use um combustível grátis


“Expressar meu reconhecimento às pessoas que trabalham comigo tornou-se uma de minhas principais prioridades.”

Dicas:
• Passe um tempo de qualidade com os funcionários;
• Saiba o nome dos funcionários;
• Flagre-os fazendo algo bom;
• Torne o reconhecimento público;
• Inclua as famílias;
• Reconheça e incentive boas idéias;
• Dê ARE (apreço, reconhecimento e estímulo) extra aos funcionários da linha de frente;
• Transforme ARE em parte de sua rotina;
• Cuidado com o linguajar. As palavras fazem diferença



Estratégia 8: Mantenha-se na dianteira


“Em tempos de mudanças drásticas, são os aprendizes que herdarão o futuro.
Os instruídos geralmente se encontram preparados para viver em um mundo que não existe mais.”
“Líderes precisam ser aprendizes durante toda vida.”

Dicas:
• Absorva conhecimentos como uma esponja;
• Preencha lacunas em seu conhecimento;
• Domine as tarefas de administração;
• Aprenda com os melhores;
• Aprenda com os concorrentes;
• Mantenha contato com seus colegas;
• Estude sua base de clientes;
• Siga os indicadores;
• Expanda seus horizontes;
• Faça com que sua equipe se destaque.



Estratégia 9: Cuidado com aquilo que você diz e faz


“Lee, cuidado com o que você disser e fizer hoje. Todos estão observando e julgando você.”

Dicas:
• Demonstre paixão pela sua missão;
• Faça o que for preciso para realizar o trabalho;
• Estabeleça padrões altos de desempenho;
• Tenha uma atitude positiva;
• Apresente-se e comporte-se como um profissional;
• Seja profissional em tempo integral;
• Não perca o senso de humor;
• Seja um ótimo parceiro;
• Não perca a modéstia.



Estratégia 10: Desenvolva o caráter


“Como líderes, todos os dias nos vemos diante de decisões morais e éticas difíceis. Precisamos saber no que acreditamos e estar preparados para agir do modo certo.”

Dicas:
• Preveja dilemas éticos;
• Viva segundo seus valores (na Disney são:
a) Sinceridade. Lidar uns com os outros de forma honesta.
b) Integridade. Agir de maneira coerente com as próprias palavras e crenças.
c) Respeito. Tratar as pessoas com atenção e consideração.
d) Coragem. Buscar, com energia e perseverança, aquilo em que acredita.
e) Abertura. Compartilhar informações livremente.
g) Diversidade. Buscar, valorizar e respeitar as diferenças entre os colegas do Elenco.
h) Equilíbrio. Procure ter estabilidade e vitalidade)
• Treine o caráter, não só aptidões técnicas;
• Ensine seus valores.





Anexo 1 – Serviço Excelente



Sete Diretrizes de Atendimento aos Convidados


Seja como Soneca... crie SONHOS e preserve a experiência “MÁGICA” dos Convidados!

Não seja como Dunga... agradeça aos Convidados!

Não seja Zangado... exiba uma linguagem corporal apropriada a todo momento!

Seja como o Mestre... normalize o serviço imediatamente!

Não seja como Dengoso... procure contato com o Convidado!

Seja como Atchim... cumprimente todos os Convidados e lhes dê boas-vindas. Espalhe o espírito da Hospitalidade... É contagiante!

Seja Feliz... faça contato visual e sorria!



Anexo 2 – Momentos Mágicos e Cinco Minutinhos



Momentos Mágicos:

“São eventos planejados para envolver os Convidados e tornar sua experiência mais especial”

Ex.: Uma família da fila é escolhida para abrir oficialmente o parque e uma de suas crianças faz o anúncio.



Cinco Minutinhos:

“O Elenco foi preparado para aproveitar oportunidades de fazer algo especial para os Convidados”

Ex.: trocar gratuitamente um sorvete que tenha caído no chão.

domingo, 10 de maio de 2009

Dicas para criar e inovar

Dicas para criar e inovar


Todo tempo é tempo de criar e inovar, contudo, em tempos bicudos pode ser a linha que separa o sucesso do fracasso.

Nunca é demais lembrar que o ciclo de vida dos produtos está cada vez mais curto, o que exige um esforço maior para lançar novos produtos e serviços no mercado.

O artigo está divido em duas partes: a primeira trata das atitudes dos colaboradores, a segunda foca as empresas.

Dicas para os colaboradores:

• Evite a rotina, mude o trajeto para o trabalho, escola ou residência e outras coisas que você faz sempre da mesma forma;
• Observe as pessoas, lojas, propagandas durante o trajeto (escola, trabalho etc);
• Em casa e na escola (e se possível no trabalho) mude de lugar;
• Na solução de problemas procure olhar a situação com outros olhos, liberte-se de seus processos mentais habituais;
• Escute músicas de outros gêneros musicais;
• Repense sobre suas expectativas e forma de realizar seu trabalho;
• Não tenha medo de errar;
• Mude o canal de sua televisão;
• Mude sua atitude com relação ao novo;
• Descubra a alegria da mudança.

Dicas para as empresas:

• Estimule as novas idéias;
• Alimente os pensamentos críticos dos colaboradores;
• Formule prazos adequados para realização das atividades. Prazo apertado, habitualmente, inibe a criatividade;
• Administre o erro. Se ele é decorrente de uma tentativa de melhoria não deve ser punido;
• Ao invés de apenas cortar custos, identifique novas oportunidades de gerar receitas;
• Crie um banco de dados de idéias;
• De feedback para os colaboradores;
• Recompense as melhores idéias;
• Gerencie adequadamente os colaboradores com perfil criativo e inovador;
• Lidere pelo exemplo;
• Faça o que fala.

Claro que essas dicas não esgotam o assunto. Elas devem ser adaptadas e expandidas para cada caso.

Em tempos difíceis estimular a criatividade e a inovação é o melhor caminho para o sucesso.

domingo, 5 de abril de 2009

Domingão do Faustão

Pasmem, o Domingão do Faustão também é cultura empresarial.

Pude observar nesse domingo, cheio de preguiça, algumas ações de marketing vendo tv.

A melhor de todas: A Garoto distribuiu ovos de Páscoa para todo o auditório (300 ovos).

Alguns foram convidados para conhecer a fábrica em Vitória. Show!

Acabei de me lembrar que em Cabo Frio e no Rio de Janeiro, em pleno verão de 2009 (todos os hotéis cheios) criaram um programação extensa para manter os turistas 1, 2, ou quem sabe uma semana mais. Resultado.... dinheiro em caixa.

Não observei nenhum outro fabricante de chocolate anunciando nessa época de grande consumo de ovos de Páscoa. Estão perdendo uma grande oportunidade

Por conta disso, nessa Páscoa vou comprar ovos de Páscoa da Garoto.

Voltando ao Faustão, claro, todos os blocos são patrocinados por alguma empresa.

Essa é uma tendência mundial.

Aquele anúncio no intervalo, cada vez fica menos caro.

Porque? Nessa hora vamos ao banheiro, beber água etc e aí, apesar da tv estar ligada, a audiência diminui muito.

Se estamos assistindo as vídeos cassetadas, por exemplo, dificilmente vamos sair da frente da telinha nesse momento... não é verdade?

A lição: o barato da vida não é o que você vê, e sim com que olhos você vê as coisas ao seu redor.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Você é intraempreendedor?

Você é intraempreendedor?

Você se considera um intraempreeendedor? Segundo a pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), muito provavelmente você NÃO é!

“O projeto Global Entrepreneurship Monitor (GEM) no Brasil com-
pletou em 2008 nove anos de edição ininterrupta, constituindo-se em um
valioso acervo de informações que revelam detalhes sobre o comporta-
mento do empreendedor brasileiro. Com dados estatísticos comparados
com mais de 60 países participantes do projeto, a pesquisa contempla in-
formações que avaliam o processo de abertura de um empreendimento e
suas características, gerando índices que revelam tendências econômicas
e sociais que podem ser determinantes para tomadas de decisões.

Panorama mundial do Empreendedorismo em 2008
O Brasil ocupou a 13ª posição no ranking mundial de empreendedo-
rismo realizado pelo Global Entrepreneurship Monitor em 2008. A Taxa de
Empreendedores em Estágio Inicial (TEA) brasileira foi de 12,02 o que sig-
nifica que de cada 100 brasileiros 12 realizavam alguma atividade empreen-
dedora até o momento da pesquisa. Essa taxa está relativamente próxima da
média histórica brasileira, que é de 12,72.” (1)

A GEM, pela primeira vez avaliou a taxa de intraempreendedorismo em 10 países, dos 43 que habitualmente realiza suas pesquisas sobre empreendedorismo.
O resultado foi surpreendente.

Antes, contudo vamos olhar um pouco essa pesquisa.






“A cada cem, meio brasileiro está entre esses caras (intraempreendedores): de uma amostra de duas mil pessoas entre 18 e 64 anos, apenas 0,55% foi classificada como intraempreendedora, contra 0,96% da média dos países. A Noruega tem a maior proporção (2,39%), seguida de Espanha, Holanda, Coréia do Sul, Chile, Brasil Uruguai, Peru, Letônia e Equador.” (2)

Uma pergunta não quer se calar: Porque o brasileiro, criativo de nascença, não consegue se transformar em um inovador e em intraempreendedor?
Será que as empresas, apesar de quererem intraempreededores, não estimulam seus colaboradores a sugerir e implementar inovações no ambiente empresarial?

Segundo Filion, na minha opinião o Papa do empreendedorismo, quanto maior a empresa, maior será a demanda de intraempreendedores.

Será que as empresas consideradas melhores para se trabalhar, aparecem no topo das brasileiras que mais estimulam o intraempreendedorismo? O SERASA, por exemplo, está em todas.

Por incrível que pareça, é a miopia empresarial de alguns empreendedores e dirigentes, o principal motivo para que potenciais inovadores (os criativos brasileiros) não sejam estimulados a se portarem como verdadeiros intraempreendedores. Infelizmente o brasileiro (empresário ou não) continua adepto do dito popular: manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Tá na hora de acordar, sob pena de não conseguirmos acompanhar os demais países denominados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) e perdermos essa oportunidade histórica que está prestes a acontecer.


____________________________________________________________________
(1) 2008 – Relatório sobre empreendedorismo – Global Entrepreneurship Monitor – Curitiba, 2009.
(2) Esse é o cara – Caderno Boa Chance – O Globo – 29/03/09

sexta-feira, 27 de março de 2009

Startup

Startup

Chega de Crise! Espero não escrever mais sobre ela.

Mas.....

Ontem, 26/03/09, o Jornal Nacional noticiou que “Números bons da economia brasileira foram divulgados nesta quinta-feira. A atividade do comércio no Brasil cresceu 3,9%, em fevereiro, na comparação com o mesmo mês no ano passado e, em janeiro, o ritmo de crescimento foi ainda maior: 5,1% em relação a 2008.

Segundo os números divulgados nesta quinta pela Serasa, na soma de janeiro e fevereiro, os setores que mais se destacaram foram eletroeletrônicos, móveis e informática. Também as vendas nos supermercados subiram, em fevereiro, na comparação com 2008, mas, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados, foram menores do que em janeiro.” (1)

Infelizmente continuamos com nossa cabeça na crise e, defensivamente, podemos instaurá-la, antes do tempo, no Brasil. Cuidado!

No momento estou lendo um livro e, claro, estimulando as editoras, cujo título é Startup de Jéssica Livingston (Agir Editora – 2009).

A autora entrevistou Steve Wozniak (Apple Computer), Mike Lazaridis (Research I Motion – criadora do BlackBerry), Sabeer Bhatia (Hotmail), Evan Williams (Pyra Labs – Blogger.com), Tim Brady (Yahoo!), Charles Geschke (Adobe Systems) dentre outras feras que perseguiram seus sonhos.

Para que não sabe, startup são empresas em estágio inicial que deixaram de ser empresas semente (estágio anterior a sua abertura). O livro procurou identificar um pouco da história que antecedeu ao sucesso dessas pessoas e de suas empresas. Uma coisa interessante, no caso da Apple o entrevistado não foi o Steve Jobs (como de praxe) e sim o expert em tecnologia (e que quase não é lembrado) Wozniak

Apesar de não ter concluído a leitura, algumas atitudes são comuns a esses ícones do mundo dos negócios.

Vejamos algumas:

• Obstinação;
• Persistência;
• Flexibilidade (o formato inicial de seus produtos sofreram alterações antes de se tornarem sucesso);
• Visão (capacidade de visualizar uma coisa que ainda não existe)
• Foram além do relevante para época (enquanto as pessoas continuavam realizando trabalhos que eram importantes para época, eles optaram por ler o futuro e foram atrás de seus sonhos);
• Alguns descobriram suas habilidades na adolescência e tomaram a sábia decisão de desenvolvê-las. Fico imaginando a importância que alguns professores tiveram (ou deveriam ter) em manter acessa essa chama. E eu costumo dizer que o sucesso do trabalho de um professor é auxiliar no sucesso de seus alunos – que responsabilidade!);
• Coragem de fazer algo inexistente.

Vale a pena ler esse livro e relê-lo de vez em quando para relembrar essas atitudes de pessoas visionárias que se tornaram um estrondoso sucesso.

Uma lição eu já tirei para mim e passo a compartilhá-la:

Podemos realizar nossos sonhos, mesmo que eles estejam adiante de nosso tempo.
Basta querer.


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(1) Disponível em http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1060570-10406,00-NUMEROS+BONS+DA+ECONOMIA+BRASILEIRA+SAO+DIVULGADOS.html acessado em 27/03/09

terça-feira, 10 de março de 2009

Atitudes vitaminadas para aproveitar a crise

Atitudes vitaminadas para aproveitar a crise

Não gostaria de ressaltar a crise, antes, contudo, prefiro identificar algumas atitudes que podem transformar esse momento em oportunidades de crescimento.

Claro que, para prosperar nesse momento delicado, precisamos de Conhecimentos.
É obvio que, para surfar em mares turbulentos, precisamos de Habilidades.
Creia, são e serão as Atitudes que fazem e farão a diferença.

Vejamos algumas atitudes vitaminadas:

Seja pró-ativo: Vá além da iniciativa. Planeje, seja ágil, identifique as variáveis de seu trabalho, procure entender o que esperam de seu trabalho e vá além, participe (se for chamado, é claro) dando sugestões de melhorias não apenas em sua área. Veja e sinta a empresa como um todo.

Seja resiliente: A palavra resiliência é “derivada da física, ela significa a propriedade que alguns materiais têm de acumular energia quando submetidos a um grande esforço, voltando ao seu estado original sem qualquer deformação”. (1)
O que acontece se você retorcer uma esponja, pisá-la, amassá-la e depois soltá-la? Ela volta ao seu estado normal. Precisamos ser resilentes para suportar pressões, os descasos e até as injustiças.

Seja um bom ouvinte: A hora exige de nós uma enorme capacidade de ouvir, entender e aproveitar a força da diversidade. Não é por acaso que você tem uma boca, dois olhos e dois ouvidos.

Seja empático: Coloque-se no lugar do outro, procure entendê-lo. Sabiamente Jesus nos ensinou a fazer com os outros aquilo que gostaríamos que fizessem conosco. Empatia e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

Seja fiel aos valores: Esse momento vai passar e você deve dormir com a consciência tranquila. Veja se é possível alinhar seus valores pessoais aos da empresa. Não se esqueça, contudo, que muitos vão, por questão de sobrevivência, procurar manter seus empregos sem se preocupar com os demais. Muitas vezes os valores serão esquecidos em detrimento da manutenção do emprego. Fique esperto!

Transforme problemas em oportunidades: Esse é o melhor momento para identificar oportunidades. Olhe o problema com outros olhos. Questione, use sua intuição e sua criatividade.

Reveja seu plano de carreia: É provável que seu plano de carreira, no curto prazo, tenha que ser revisto e adaptado. Faça isso, sem perder de vista as metas de médio e longo prazo.

Evite o negativismo: Ninguém gosta de viver ao lado de pessoas pessimistas e negativistas. Evite esses comportamentos ao máximo. Lembre-se que você se transforma naquilo que pensa com mais intensidade.

Tenha senso de urgência: O momento exige uma excepcional administração do tempo. Priorize e não perca tempo com coisas desnecessárias. Seja rápido, sem perder a qualidade. Lembre-se dos coletores de resíduos, mais conhecidos como garis, eles possuem um aguçado senso de urgência.

Crie: “Entre todas las habilidades humanas, la creatividad puede ser considerada una de las más importantes aptitudes. Es la creatividad inteligente la principal responsable de las transformaciones que el hombre hace en si mismo y en la naturaleza que le rodea. Tanto es así que, nada es construido o inventado sin que se utilice de la creatividad. Cuando pasan por alguna necesidad o cuando se chocan con problemas, para los cuales
aparentemente no existe solución, las personas lanzan mano de la creatividad. Y es que
en numerosas ocasiones la creatividad surge de la necesidad”. (2)
Portanto, tire a CRIsE da cabeça, CRIE!

Nunca se esqueça que as pessoas são contratadas por suas competências (CHA – conhecimentos, habilidades e atitudes) e demitidas por suas atitudes.

Ouse! Mude suas atitudes restritivas!




(1) Navarro, Leila – O que a universidade não ensina e o mercado exige – Editora Saraiva, 2006.
(2) Praun, Andréa Gonçalves e Torre, Saturnino de la - CREATIVIDAD Y ARTE. UN NUEVO CAMINO PARA LA INCLUSIÓN SOCIAL - Revista Creatividad y Sociedad.Nº 9 (2006)

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Crise ou oportunidade?

Crise ou oportunidade?


É... a crise chegou! Falamos tanto dela que ela se materializou, como num passe de mágica.

Mas que crise é esta?
Será que ela é fruto da redução no vigor da economia por problemas de mercado?
Ou será que ela foi provocada pela expectativa dos empresários na proteção da empresas?

Como não sou economista, sinto-me à vontade para comentar o que, sob a minha ótica, está acontecendo.

Lembro-me que quando o Lula foi eleito pela primeira vez eu estava fazendo consultoria para uma Câmara de Comércio Exterior. Naquela ocasião alguns colaboradores de empresas associadas foram chamados para traçar um cenário para o próximo ano – ano da posse do novo presidente. Para alguns – talvez uma maioria – o governo Lula poderia colocar em risco o plano Real. Resultado: todos pararam os incrementos previstos para crescimento e passaram a ter uma atitude defensiva. O dólar foi ao céu!
A economia pós Fernando Henrique seguiu a cartilha do real.

Antes mesmo do Lula, a política econômica vinha, e ainda vem, privilegiando os investimentos externos em ativos voláteis – tipo mercado financeiro. Bom para uma situação estável, temeroso em um momento de espera “pra ver o que vai acontecer”.

Creio que nossa crise, neste momento, é defensiva (no futuro próximo será efetiva).
Os empresários e muitos colaboradores pisaram no freio de seus gastos: o resultado óbvio é a redução no nível de investimentos.
Sabiamente, eles estão aproveitando o momento para realizar alguns ajustes de “caixa” que não puderam fazer diante do potencial crescimento da economia brasileira. Espero, ao menos, que eles tenham descoberto que são as pessoas que fazem à diferença.
Quem está comprando dólares? Claro: os investidores externos que estão vendendo suas posições no Brasil em busca de aplicações com menos risco. Sem falar nos especuladores que saíram da bolsa para comprar e vender dólares.

O governo tem afirmado que vai manter o PAC , o que é ótimo na geração de emprego e renda – ativos escassos em momentos de crise.
No país do Tio Sam, a solução foi, além de suportar os conglomerados financeiros e imobiliários, a criação de um americam pac, onde os investimentos foram direcionados na reforma de prédios públicos e na instalação de equipamentos para geração de energia renovável e pouco agressiva ao meio ambiente. Os europeus não possuem alternativas muito diferentes. Por lá, como nos Estados Unidos, como tudo já está feito as soluções são difíceis de serem implementadas.

Uma lição já pode ser aprendida: as economias são dependentes, portanto, o mundo é um só.

E o nosso PAC? Precisamos aproveitar e fazer o que falta: reduzir impostos (veja o efeito da redução no IPI nos carros), melhorar as estradas e os portos, expandir a rede de saneamento básico, ampliar a malha ferroviária e hidroviária, construir armazéns, construir moradias populares, ou seja, gerar emprego e reduzir um pouco o famigerado custo Brasil.

Como gestor, gostaria de fazer um alerta: cuidado com o foco exclusivo na gestão do curto prazo, ela pode inviabilizar o futuro. As decisões, por exemplo, de protelar a renovação de máquinas e equipamentos podem atrasar o crescimento do amanhã.

Honestamente creio que podemos sair fortalecidos dessa crise se tomarmos as medidas corretas. Felizmente, a crise ainda demora um pouco, não muito, a desembarcar nas terras brasileiras.

O momento brasileiro é de oportunidade!

sábado, 25 de outubro de 2008

Enthousiasmos


Entusiasmo

Eu fiquei surpreso com o significado da palavra.

Vejamos o que diz o dicionário Caldas Aulete: “Forte alegria e animação”. Já no Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa podemos ler: “Arrebatamento; paixão; ...; inspiração. (Do grego enthousiasmos).

Evoluindo um pouco mais....

Enthousiasmos significa: En + thous + mos

En = Sopro
Thous = Theos = Deus
Mos = dentro

Então entusiasmo significa “O sopro de Deus no interior”.

Claro, o sopro de Deus no interior nos causa forte alegria e animação, bem como o arrebatamento e inspiração.

Demais essa palavra....

Vejamos algumas citações sobre o enthousiasmos (1):
· "É o entusiasmo que move o mundo." (Arthur Balfour)
· "Sem entusiasmo nunca se realizou nada de grandioso." (Ralph Waldo Emerson)
· "Os anos enrugam a pele, mas renunciar ao entusiasmo faz enrugar a alma." (Albert Schweitzer)
· "O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo." (Honoré de Balzac)
· "O entusiasmo é a maior força da alma. Conserva-o e nunca te faltará poder para conseguires o que desejas." (Napoleão Bonaparte)
· "Uma pessoa tem entusiasmo por 30 minutos, outra por 30 dias, mas é a pessoa que tem entusiasmo por 30 anos que faz da sua vida um sucesso." (Edward Burgess Butler)
· "Nem que seja para fazer alfinetes, o entusiasmo é indispensável para sermos bons no nosso ofício." (Denis Diderot)

Em um mundo em constante transformação, ser bom não é mais o suficiente. Precisamos ser os melhores. Precisamos fazer aquilo que nos destaca dos demais. Cada um de nós possui uma ou mais características que são admiradas pelas pessoas. Precisamos descobri-las e colocá-las em nossos trabalhos e em nossas vidas. Essas características irão nos conduzir à motivação e ao entusiasmo. Elas são duas palavras-chaves de todas as eras e não apenas dos tempos atuais.

Uma dica: jamais troque seus princípios por um objetivo. Se você fizer isso, vai se incomodar tanto que, aos poucos, irá perder o entusiasmo e a automotivação.
Será que é possível alguém ser bem-sucedido em seu trabalho sem esse sopro divino?


(1) Disponível em http://www.sitequente.com/frases/entusiasmo.html acessado em 25/10/08

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Seu trabalho ficou velho?

Seu trabalho ficou velho?



Saiu no caderno Boa Chance de 05/10/08: "Roberto Cassano, da Agência Frog, costuma dizer aos analistas de mídias sociais que, no dia em que a mãe deles entenderem o que fazem, é porque o trabalho ficou velho."



Caraca!



Novas profissões surgem a cada dia. Outras se extiguem...

Alguns gestores de pessoas insistem em continuar definindo o perfil dos cargos.
Em um mundo de empregabilidade supervolátil, nem a modelagem de cargos se sustenta mais.



Ao invés de perdermos tempo defindo cargos, não seria mais interessante tentar descrever o espaço funcional dos colaboradores?



Quando os cargos são exaustivamente definidos, alguns colaboradores "da antiga" insistem em se esconder atrás do escopo dessa definição. Volta e meia escuto: "Isso não faz parte de minha função!"



Creio que num mundo onde a inovação é questão de sobrevivência, limitar o escopo do trabalho é, simplesmente, manter o status quo dos velhos e rígidos organogramas clássicos. Ou seja, estamos engessando a criatividade de nossos talentosos colaboradores e, consequentemente, restringimos nossa empresa.



Afinal, o que é espaço funcional?

Veja só: novas necessidades surgem a cada instante, logo, limitar o trabalho aos formatos tradicionais só pode trazer como resultado o descontentamento.
O espaço funcional indica as ações que os colaboradores devem desempenhar e os valores que devem nortear seus trabalhos, sem contudo serem definitivas.
Ela descreve a linha mestra do trabalho a ser desempenhado e as competências que seu ocupante deve possuir. Lembrando que competência é sinônimo de CHA (conhecimentos, habilidades e atitudes desejados)
O espaço funcional, portanto, é flexível, mutante e exige pessoas (e gestão de pessoas) inovadoras.



Empresas organizadas como redes neurais, onde o espaço organizacional substitui a desgastada estrutura clássica (organograma tradicional) jamais irão perder a flexibilidade e a possibilidade de crescimento. Elas podem se expandir indefinidamente, sem inchar e sem criar hierarquias (que pressupõe uma pessoa melhor que a outra).




Chega de soluções antigas para novos problemas!
Precisamos de novas soluções para novos problemas.
O que deu certo no passado não está mais surtindo efeito no presente. Os bancos americanos que o digam.

É preciso mudar: é preciso inventar novas empresas, novas formas de organização, novos perfis profissionais, novos focos de controle (onde o intangível passa a ser relevante e imprescindível) e novas formas de olhar o cliente e o mercado.

Se sua mãe entende o que você faz, é muito provável que o seu trabalho tenha ficado velho. É hora de repensar sobre o que você faz e como você faz.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Games

Muito bom esse artigo que transcrevo do site www.rh.com.br.

Essa, positivamente, é uma tendência que chegou para ficar. Sua aplicabilidade é quase infinita.

Quem quiser, e puder, entrar nessa área não vai se arrepender.

Boa leitura


"IGOR RAFAILOV

Fitoterapeuta Clínico formado na Alemanha, onde morou por nove anos. Especializado em Gestão por Valores pela Fundació Bosch i Gimpera, de Barcelona. É tradutor de alemão. Autor do "Dicionário Igor de Fobias", com mais de mil verbetes. É conhecido pelos amigos como "Colecionador de Fobias".

[ 23 Abril 2008 ]

GAMES: Uma nova forma de aprender, treinar e recrutar.

?Um jogo é uma forma de arte na qual participantes (...) tomam decisões a fim de gerenciar recursos (...) em busca de um objetivo.? (COSTIKYAN, 1994)

Para a Geração Y, dos nascidos a partir de 1980, é inconcebível um mundo sem computadores. E nós da Geração Baby-boomer (a qual pertenço) e da Geração X, com certas dificuldades, devemos testemunhar que o mundo digital veio para facilitar nossas vidas (ou atrapalhar, para quem ainda não pertence a este mundo).

Chamamos nossos filhos, sobrinhos ou netos para nos ensinar o uso ou solucionar problemas de informática. Isto, para quem assume a "infoignorância" sem medos.

O educador Marc Prensky chama de "nativos digitais" todos aqueles que se comunicam fluentemente na linguagem digital, através do uso de computador, jogos eletrônicos e internet. Ou seja, esta geração usa uma linguagem a mais, além do seu idioma nativo. Isto tem gerado conflitos com os "imigrantes digitais", ou seja, todos aqueles que não estão no mundo digital ou as pessoas "pré-digitais".

Muitas empresas já entenderam que a linguagem digital deve ser aproveitada pra desenvolver seus negócios. A adoção de um site é tão básico quanto ter divulgado seu numero de telefone. A comunicação através de emails, comunicadores instantâneos (tipo msn), ligações e conferências em iPhone (como o skype) já é lugar comum e causa de redução de custos.

O jogador virtual permanece em média 28 minutos por dia em seu jogo preferido. Surpreendentemente, o gênero que permanece mais tempo jogando é o feminino, na maior parte das vezes em games de dolls (bonecas virtuais), onde o jogo é combinar vestimentas, cores e acessórios. E nesses games já são disputados também campeonatos mundiais.

Os jogos eletrônicos no inicio do terceiro milênio.

Pesquisas de psicologia da aprendizagem indicam que o potencial de retenção de informação é variável e depende diretamente da fonte que fornece a informação: Assim, em média, retemos:

10% do que lemos,

50% do que ouvimos,

90% daquilo onde interagimos.

Os jogos são o melhor meio de aprendizado, pois oferecem a maior retenção àqueles que jogam. E os jogos despertam, além de interação, desafio, raciocínio, atenção e domínio de novas regras e valores.

Escolas já usam o jogo para ensinar álgebra, e isto sem aquelas chatíssimas aulas unidirecionais e estáticas. Precisamos acordar e entender que o ensino no século 21 é diferente e é bem mais veloz em sua apresentação e captação. E isto também vale para outras disciplinas, onde o jogo é um simulador virtual que pode ser repetido inúmeras vezes sem constranger o aprendiz e cansar o instrutor.

E como é isto na empresa, no mundo corporativo?

Muitas empresas no Japão e nos EUA já fazem pleno uso de games para marketing, recrutamento e treinamento, tanto em sites, como em ambientes virtuais (Second Life), celulares, comunicadores virtuais e brindes. Todos que desejarem trabalhar no grupo Google, por exemplo, devem se apresentar através de um game, que já é o processo seletivo. Dependendo da quantidade de pontos alcançados, o candidato pode preencher a ficha de currículo. Ou, então, já está eliminado. Bancos de investimento vasculham os jogos de empreendedores a procura de bons planos de negócios no mundo virtual.

No Brasil, ainda há poucas empresas que perceberam o potencial dos games e a redução de custos que oferecem. A maioria das que se utilizam desta ferramenta são multinacionais estrangeiras ou brasileiras. Um bom exemplo vem de uma agência de publicidade, que percebeu a demora dos novatos em compreenderem a dinâmica deste negócio. Eles levavam até 6 meses para assimilar toda a sua rotina, potencial, estrutura, cultura e normas. Com um game oferecido no dia da integração, o sentimento do ?having fun?, ou seja, "estar se divertindo", reduziu esta demora para no máximo 6 dias.

O Sebrae oferece o jogo "Restaurante Sebrae", desenvolvido pela Jynx, empresa do Recife, onde o jogador simula dirigir seu próprio restaurante self-service e, com feedback constante do fluxo de caixa e do capital aplicado. Duas horas de jogo, simulam o equivalente a um mês no mundo real. Se o jogador falir, poderá reiniciar o jogo inúmeras vezes, até conseguir se manter ou mesmo ampliar seu negócio virtualmente. Atingindo o êxito, ele poderá partir para outro estágio, como ampliar o estabelecimento, ou montar uma filial, ou mesmo mudar para um bairro melhor ou para um shopping. Um bom jogador no "Restaurante Sebrae" pode iniciar seu negócio de verdade mais consciente dos seus desafios e, assim, reduzir os índices da "mortalidade precoce", que costuma ocorrer nas novas empresas do mundo real.

Games podem solucionar muitos outros problemas.

Marcadores: game corporativo treinamento simulador barato

Disponível em http://www.rh.com.br/blog_igor.php?org=4 acessado em 19/09/08

domingo, 7 de setembro de 2008

Orkut como instrumento de apoio à seleção


Orkut como instrumento de apoio à seleção


Veja só o que eu postei, em 2006, no forum Administradores no Orkut:

"18/01/06
Oscar
Orkut, recrutamento e seleção
Todos sabem que muitas empresas checam no orkut, o perfil de seus candidatos.Você acha válido este tipo de consulta?"


Muita gente respondeu, alguns criticando, outros percebendo a importância dessa ferramenta.

Para minha surpresa, o Fantástico de 31/08/08 tratou desse mesmo assunto, cerca de 30 meses depois.


O que está acontecendo?

Será que estamos na frente? Sinceramente, acho que não.

Porque, então, tanto tempo para tratar de assunto tão relevante?


Na era do capital intelectual, continuamos dizendo que precisamos contratar mão-de-obra, exatamente como Ford falava e Chaplin satirizava.


Precisamos acordar, com urgência, dessa letargia administrativa da era industrial clássica, sob pena de nos tornarmos obsoletos.

Mão-de-obra era um termo muito utilizado no momento que precisávamos apenas das mãos dos colaboradores para apertar um botão, por exemplo.


Será que essa terminologia deve continuar sendo aplicada? Na minha opinião, NÃO. POSITIVAMENTE NÃO!


Depois, alguns empresários não sabem como podem estar perdendo seus colaboradores para empresas que os enxergam como aqueles capazes de fazer a diferença em seus empreendimentos.


Creio que não precisamos mão-de-obra qualificada. Antes, contudo, precisamos qualificar alguns empresários que continuam vivendo e administrando como no início do século XX.


Como o assunto é o uso da internet para identificar características importantes entre o perfil de de potenciais colaboradores e o CHA descrito na modelagem do cargo a ser preenchido, lá vai mais uma dica: escreva seu nome no Google e, quem sabe, surpreenda-se.


Aceitem ou não, a internet está aí para que souber utilizá-la.


Um grande abraço.

domingo, 17 de agosto de 2008

A hora da verdade

A hora da verdade.

Sob o título de “Chefe Despreparado” a revista Você SA de agosto de 2008 faz um balanço que indica que a maioria dos gestores não está preparada (50,03%) ou precisam se desenvolver (38,43%). Ou seja, existe um “descompasso entre o perfil atual do gerente e as exigências do mercado”.

“O que o mercado exige dos gestores:

. Trabalhar em time e desenvolver pessoas.
. Saber reagir a mudanças e responder às situações novas.
. Comunicar-se bem verbalmente e por escrito.
. Enfrentar momentos de pressão com equilíbrio e clareza.
. Desenvolver-se sempre e trazer melhorias para o ambiente.
. Saber negociar questões relevantes e gerar resultados.
. Tomar decisões com base em uma visão ampla da situação.
. Saber administrar conflitos e costurar acordos.”

Em um Brasil com acelerado ritmo de crescimento econômico, possuir um quadro de gestores com esse perfil é, no mínimo, preocupante.
Essa preocupação pode ser observada através do crescente investimento em capacitação e desenvolvimento que as empresas mais antenadas estão promovendo.

Para agravar esse problema de aumento de demanda por pessoas qualificadas e escassez de pessoas preparadas, as multinacionais alargaram seus espectros de contratação e começam a prospectar talentos em todo o mundo. A América Latina, em especial o Brasil, é o principal foco de atenção dos caça-talentos.

Na mesma revista, o artigo “O problema é de todos” relata trechos da entrevista com o LÚCIDO diretor mundial de gestão de pessoas da SAP, hoje com 53.000 colaboradores. Ele propõe um esforço global para evitar uma guerra para contratar talentos. “Para resolver essa questão, Claus quer juntar na mesma mesa de discussão empresários, executivos e governo.” Mais adiante ele comenta: “Se não temos mão-de-obra qualificada em número suficiente no mercado, o que acontece é uma briga por talentos. No próximo ano, somente a SAP tem uma demanda por 1.300 profissionais com conhecimento de idiomas e tecnologia. Provavelmente um terço desses profissionais será recrutado por nossos parceiros. Outro terço, pelos nossos concorrente. Com sorte, nós teremos recrutado parte do restante. Falta gente para suportar a estratégia de crescimento das empresas.”
Creio que o termo mão-de-obra foi traduzido indevidamente pelo jornalista da matéria, tendo em vista que ele, certamente, é uma pessoa visionária e ciente da importância das pessoas para fazer as empresas crescerem nesse cenário turbulento. Veja se minha percepção é correta: “Para ser bem honesto, eu não gosto da expressão gestão de talentos. Ela se tornou sinônimo de um grupo especial de pessoas. Eu prefiro a expressão de gestão do desenvolvimento. Minha missão é desenvolver os 53.000 funcionários da SAP. Precisamos de todos eles. Olhamos os profissionais com baixo desempenho e perguntamos ´como ajudá-los a melhorar?´ O que importa é a expressão ´desenvolvimento de pessoas´ quer dizer todo mundo, e não apenas um grupo de iluminados”.

Além dessa problemática, as empresas, através de gestores despreparados, precisam conviver e aprender a lidar com a chamada Geração Y (pessoas nascidas entre os anos 80 e 90)., onde as fórmulas de retenção de pessoas usadas no passado (aumento salarial) já se mostram insuficientes. Desafios, oportunidades de desenvolvimento e bom clima organizacional são tão importantes – ou até mais - quanto o salário. A geração anterior – que eu chamo de peopleware – deu muita dor de cabeça até ser entendida e melhor gerida.
Assim, cada geração traz consigo uma nova forma de olhar o mundo e as empresas precisam, rapidamente, perceber essa nova demanda e se adaptar a ela.

Gestores de todo o mundo: acordai! São as pessoas que fazem à diferença! Chega de olhar apenas para o umbigo, ou para os resultados de curto prazo. As pessoas estão mudando de emprego porque durante todo esse tempo, o resultado imediato foi a tônica da gestão empresarial. Os clientes estão sumindo porque vocês esqueceram que são eles que pagam o seu salário no fim do mês. O curto prazo só é importante se ele for parte integrante de uma estratégia mais longa.

Gostaria de encerrar esse papo com uma frase de Eugênio Mussak, professor da FIA:

“O melhor lugar do mundo é aquele que você pode ajudar a ficar ainda melhor.”